A primazia do Exercício físico como agente terapéutico da fragilidade em idosos

Fórum Lisboa

A função física (que inclui várias variáveis como a velocidade da marcha, equilíbrio, mobilidade e força muscular) está presentemente a ser tida em consideração como um dos biomarcadores do envelhecimento saudável, preditivo de eventos adversos de saúde, disfunção e mortalidade. Devido a estes motivos, restaurar a função, autonomia e independência à medida que o envelhecimento se desenvolve é uma peça chave para um envelhecimento saudável segundo a organização mundial de saúde. Inatividade física é considerada como um factor que contribui para o declínio da massa muscular e função (sarcopenia) e consequentemente aumenta a fragilidade em idosos. Deterioração da massa muscular e força, resistência cardiovascular e equilíbrio levam à incapacidade de realização de atividades da vida diária, risco de queda, perda de independência, entre outras consequências. Os efeitos do exercício são potencialmente semelhantes aos da medicação, no entanto, estes não provocam efeitos secundários no que respeita à prevenção de doença cardiovascular, risco de morte, diabetes, obesidade e melhoria da qualidade de vida. Um programa de exercício que integra várias componentes como o treino de força é eficaz no retardamento da disfunção, quedas, deterioração da função cognitiva e depressão. Os benefícios destes programas estendem-se ao sistema neurológico, cardivascular, respiratório e endocrino, cujo efeito global contribui para torna os sistemas de saúde mais eficazes e, assim, conseguir que a população tenha um envelhecimento saudável e digno.